quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Gerard Castello-Lopes

"Gerard Castello-Lopes é uma personalidade de referência no panorama da fotografia portuguesa. (...) Dedica-se à fotografia a partir de 1956. (...) sua "formação" como fotógrafo foi a de um autodidacta. Como quase todos os outros fotógrafos dessa época, a sua aprendizagem não foi escolar (não havia cursos de fotografia) e baseou-se por um lado, numa natural pulsão de representar a realidade, por outro, num intenso interesse pelas outras artes plásticas ou representacionais, como a pintura, a escultura, o cinema e a própria fotografia. O método consistiu em aprender os fundamentos técnicos da fotografia – o que se aprende facilmente nos livros –, definir uma orientação sobre o "objecto" preferencial da sua actividade fotográfica (tomando Henri Cartier-Bresson como paradigma), e cotejar continuamente o resultado do que ia produzindo com o "corpus" fotográfico que lhe era facultado pelas revistas e livros estrangeiros da especialidade, na ausência ou na ignorância dum "corpus" equivalente português. Na sua essência, o método foi pragmático ou, como se diz em inglês, de tentativa e erro. (...)"






in http://www.fsgaleria.net4b.pt/sitept/exposicao/gerard1.html


Eliana Barreto

1 comentário:

interiores disse...

O que há de fantástico nos blogues é esta capacidade de sermos surpreendidos no nosso local de trabalho, ou em casa, em espaços do nosso quotidiano, por imagens/sons que não procuramos e por isso não esperamos.

Relembrei estas intensas imagens de Castello-Lopes, dramáticas pelo claro-escuro intenso que nos faz pensar na cor pela sua ausência. O Preto/Branco é a cor da síntese, da essência da tridimensionalidade. A sombra é a grande organizadora da percepção visual.


João Pernão